Laudo Psicológico Pericial mal elaborado?
- Clara Micaela
- 28 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Quais possíveis desfechos um laudo mal elaborado pode trazer na vida das pessoas? Como que isso impacta na vida delas?
Quanto um perito psicólogo é chamado para responder uma demanda legal, não é por diversão. É porque o Juiz precisa de elementos, de provas, para pensar na sentença mais justa e acurada possível.
Nesse contexto, estamos falando de direitos. São pessoas que podem, ao final do processo, ter mais direitos ou menos, podendo interferir significativamente nas suas vidas.
Por exemplo:
Em um processo trabalhista por danos morais, pode acabar impedindo o reconhecimento de adoecimento psicológico após uma situação de assédio no trabalho.
Pode impedir que uma pessoa seja habilitada para adoção por preconceitos do perito.
Pode acabar estigmatizando ainda mais mães ou pais, por exemplo, em um processo de convivência, restringindo um maior contato com seu filho.
E em casos mais graves, contribuir que a criança conviva com alguém que esteja lhe violentando. Ou impeça que ela conviva com alguém que nunca a violentou, mas, por uma série de fatores, incluindo uma perícia e um laudo mal elaborado, acabaram contribuindo para essa decisão.
Claro que o Juiz irá considerar outras provas para deferir sua sentença, mas o documento estará lá para auxiliá-lo a embasar sua decisão. Todo documento psicológico deve contribuir na solução de um problema e tomada de decisão.
Por isso, é necessário que se tenha responsabilidade, imparcialidade e cuidado tanto durante a avaliação quanto na elaboração do laudo pericial.
Um documento com falhas éticas ou técnicas pode acarretar em um desfecho que não vise o bem-estar das pessoas (que é a nossa função como psicólogos).
Nesse sentido, o papel do psicólogo assistente técnico é justamente de assegurar a confiabilidade das conclusões e dos achados do laudo.



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